Aos colegas com o apelo para que divulguem.
Carta aberta aos usuários da homeopatia*
Acabamos de assistir a mais um episódio de injúria, difamação e promoção de inverdades sobre a Homeopatia, seus profissionais e usuários. Agora pedem que seja revogada como especialidade e banida dos meios médicos.
Este episódio é apenas mais um de uma série de eventos recorrentes em que sujeitos, sem o menor escrúpulo para mentir e desinformar, usam a homeopatia e seus usuários como trampolim para piruetas que visam a auto-promoção nas mídias.
Chega de alimentar escroques a serviço dos interesses econômicos, dos que exploram a doença e fazem fortuna mercantilizando a saúde e ludibriando a população com suas verdades científicas efêmeras.
Se os instrumentos da ciência não elucidam os eventos que ocorrem na intimidade humana, impossibilitando explicarem, porque e como, determinados estados de enfermidade se modificam em saúde, não significa dizer que não ocorram. Principalmente quando isto se dá na vida de milhões de cidadãos em todo o mundo.
Precisamos lembrar que a chamada “medicina científica” atende a menos de 1/3 da população do mundo e que os 2/3 restantes se tratam com medicinas tradicionais. Dentre estas, algumas, como a chinesa e indiana, funcionam há mais de 5.000 anos, operando fenômenos que a ciência não explica como e porque se realizam.
Nós, simpatizantes, usuários, profissionais e cidadãos, ciosos de nosso direito à liberdade de escolha, não aceitamos continuar sendo ofendidos com agressões e preconceitos.
Não é correto, ético, ou defensável que alguém seja ridicularizado por exercer a sua escolha terapêutica. Não podemos aceitar que a opção que fazemos seja pré-julgada e declarada como fruto da ignorância, não sendo respeitada como um exercício consciente, como uma escolha por aquilo que apreciamos e que nos trás benefícios.
Não aceitamos pré-julgamentos e condenações. A ciência tem em sua história serviços à algumas causas nada dignas e pouco voltadas para o bem humano, traços que não lhe garantem autoridade para julgar o comportamento de qualquer cidadão.
Em que bases a ciência tem poder para condenar práticas de cuidados da saúde reconhecidas, por milhões de cidadãos no mundo, como motivo de bem estar, satisfação, benefícios na vida, ampliação da sua capacidade e de reforço na sua autonomia?
Em que bases se funda a obrigação dos cidadãos acatarem aquilo que indivíduos que se auto proclamam porta vozes da ciência querem impor como verdade?
O que pretendem estes ventríloquos da “ciência da doença” que não enxergam a própria reputação, que não se avexam da duração efêmera de suas verdades e dos sucessivos escândalos que os envolvem com falsear resultados para auferir benefícios financeiros?
Com que interesses se ofende o direito de escolha terapêutica?
A ciência não é um fim e nem pode ser um dogma. A liberdade de opção terapêutica é um direito de cidadania.
Já estamos suficientemente maduros para entender que democracia inclui o respeito à diferença e às escolhas das minorias.